segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Teologia Pastoral - Introdução

Introdução ao Conceito de Pastorado

Os líderes que hoje chamamos de “pastores” tem suas raízes na tradição da Igreja Primitiva. Embora o pastorado seja considerado, na atualidade, um cargo, para os cristãos primevos era considerado um dom, ou, uma função. Eles usavam esta metáfora para referir-se ao caráter cuidadoso dos líderes para com a igreja de Deus, considerada rebanho do Senhor.

O Senhor Jesus empregou esta expressão a si mesmo e a Pedro no Evangelho de João, o que se perpretou a todos os principais líderes de todas as igrejas. Mas o rebanho de cristãos é composto por cordeiros e ovelhas, não por bodes e cabritos, isto é, a metáfora do pastor tem um sentido estrito de cuidar de gente com natureza de salvos, não de ímpios.

Cristo diz que suas ovelhas são guiadas pela sua voz e o seguem. Ele vai adiante delas e as salva, mas acerca dos bodes o Senhor diz que serão banidos para o inferno. Assim começamos a entender o “conceito de pastorado”, e quanto mais nos apropriarmos desta metáfora, tanto mais próximo estaremos de um pastor nos moldes do Novo Testamento.

A princípio se estabeleça que o pastorado não deva ser um encargo, mas uma função. Compreender o pastorado como carga a ser levada desprestigia a figura de linguagem que o Novo Testamento reservou para o líder da igreja. É certo que a experiência brasileira favorece uma ideia desestimuladora ao exercício pastoral, mas não foi com a intenção de sopesar os ombros dos líderes que Deus estabeleceu o pastorado.


          A ideia é que o pastor seja um funcionário da igreja e cuja função seja liderar o rebanho nos destinos que a congregação deva tomar. Há uma funcionalidade estrita ao pastor: cuidar da igreja como funcionário maior. Se mantivermos a ideia de “cargo”, também mantemos a noção de “carga”, ou seja, a igreja se torna um peso aos ombros do líder. Mas com a noção de “função” ocorre o contrário, já que o pastor toma ciência de ser “funcional” e que pode descansar de certas atribuições não-pastorais. 

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